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Pesquisa conjunta da London School of Economics (ELS) e das Universidades de Oxford e de Toronto concluiu que o Brasil cumpriu apenas parcialmente os objetivos de adoção de medidas para deter o aquecimento global, que foram traçados pela cúpula do G8 em Heiligendamm, na Alemanha, no ano passado. O desmatamento, de acordo com o estudo, anulou os resultados favoráveis obtidos pelo País na redução da emissão de gases do efeito estufa.

Entre os países do chamado G5, que têm sido convidados para os últimos encontros anuais das sete maiores economias do mundo mais a Rússia (G8), o Brasil manteve a mesma média "zero" da Índia e da África do Sul, em uma escala que varia de -1,0 a +1,0. O México e a China tiveram melhores resultados, com médias 0,33 e 0,66, respectivamente.

O estudo "O G8 e a Mudança de Clima desde Heiligendamm" concluiu que, entre os países do G8, seis apresentaram resultados positivos - Alemanha, Japão, França, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. Mas a Itália teve média zero e a Rússia ficou com conceito negativo, de -0,40. A União Européia, também avaliada, atingiu a melhor média, de +1,0. De forma geral, a pesquisa concluiu que o G8 tornou-se efetivamente um fórum para a adoção de compromissos para conter o aquecimento global e que, neste ano, obteve melhores resultados que nos anteriores.