Brasil não acha toxina em trigo dos EUA e libera grão

Por Roberto Samora SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Agricultura informou nesta sexta-feira que as análises de carregamentos de trigo norte-americano retido no porto de Santos (SP) não encontraram a presença de toxinas, e assim o produto será liberado.

Reuters |

Dois carregamentos ficaram barrados no porto de Santos desde a semana passada, para análises, depois de uma denúncia de que o produto poderia estar contaminado com vomitoxina, uma toxina produzida por um fungo que seria nociva à saúde humana e à agricultura.

O trigo norte-americano, do tipo "hard" (duro), foi descarregado em silos do porto isolados do produto de outras origens.

"Todas as 67 amostras (colhidas para análise) estão de acordo com o padrão oficial... Com base nesses resultados, as cargas de trigo serão liberadas", afirmou o ministério em informe ao qual a Reuters teve acesso nesta sexta-feira.

Durante a colheita nos EUA, alguns relatos apontaram que a toxina chegou a ser detectada em alguns níveis, em trigo do tipo "soft", mas segundo informações do mercado os níveis encontrados na época não seriam suficientes para gerar problemas para a qualidade do cereal.

De acordo com o ministério, os limites máximos da toxina presentes no produto foram definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comunicados ao ministério para que as análises fossem realizadas no Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro/MG).

O Brasil, um dos maiores importadores mundiais de trigo, costuma recorrer eventualmente ao trigo dos Estados Unidos (os maiores exportadores mundiais do cereal) quando a Argentina, cujo produto vem isento de taxas, não consegue atender a todas as necessidades brasileiras.

Após o governo brasileiro afirmar que analisaria o trigo, na semana passada, os futuros negociados na bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram uma queda.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG