Brasil mantém 70ª posição no ranking de IDH do Pnud

O Brasil manteve a 70º posição no relatório preparado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud). Com a pontuação obtida no levantamento, o País continua a integrar a lista de nações que alcançam alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), acima de 0,800, o que significa boas condições de renda, saúde e educação.

Agência Estado |

A mais nova revisão de metodologia feita pelo Pnud, dessa vez atualizando a contagem do Produto Interno Bruto Internacional, ajudou a inchar a categoria mais alta do IDH e subir de posições países como Venezuela, Equador e Casaquistão.

A lista de países com alto IDH, que na década de 90 reunia não mais do que 35 nomes, hoje conta com 75 integrantes. O relatório deste ano atualizou os preços comparativos internacionais em mais de 146 países. Até o ano passado, os dados de poder de compra usados para efeito de comparação do PIB eram baseados em preços coletados em 1993. O estudo atualizou os preços para 2005, incluindo países que não participavam dessa análise, como a China. Com isso, o PIB de 70 países caiu e o de 60 subiu.

Os países exportadores de Petróleo foram os maiores beneficiados com a nova contagem dos dados, por causa do aumento do preço do produto nos últimos anos. De acordo com o relatório, o crescimento do PIB foi de 30% ou mais nos países do Golfo Pérsico, Angola, Nigéria e Venezuela, que subiu 13 posições, para 61ª colocação.

O coordenador do IDH no Brasil, Flavio Comim, explica que a receita extra produzida pelo petróleo permitiu ao governo do venezuelano Hugo Chávez subsidiar preços de vários produtos, provocando assim um aumento do poder de compra da população.

Na América Latina, a revisão provocou um impacto significativo. A Argentina, por exemplo, caiu 8 pontos no ranking, passando agora para a 46ª colocação. Perde, também, a liderança para o Chile na região. O Equador chegou a subir 17 posições no ranking apenas por conta da revisão do PIB.

Brasil

No caso brasileiro, a revisão praticamente não teve influência. O IDH do País subiu apenas de 0,802 para 0,807 e apenas 0,001 desse aumento é reflexo da mudança no PIB. O maior impacto no índice brasileiro, de acordo com Comim, foi provocado pela redução no número de analfabetos, que caiu um ponto percentual entre 2005 e 2006, passando para 10,4% da população.

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