Brasil faz convênio com EUA para transplante de medula

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Fundação do Câncer e o National Marrow Donor Program (NMDP), registro de doadores de medula óssea dos Estados Unidos, assinaram hoje um convênio de cooperação. O documento permite que os pacientes de outros países recebam doações dos brasileiros.

Agência Estado |

O registro de doadores dos EUA é o maior do mundo e atualmente conta com 13,2 milhões de pessoas. O Brasil vai entrar nesta rede com quase um milhão de doadores do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), gerenciado pelo INCA.

De acordo com Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCA, o convênio acontece em um momento importante para o País, de desenvolvimento tecnológico e científico na área de transplante de medula óssea. "Há muitos anos temos uma relação de trabalho com o NMDP, que tem sido parceiro nas buscas de doadores internacionais para os pacientes brasileiros. Vamos agora garantir a reciprocidade deste gesto", afirmou Santini.

No ano passado foram gastos R$ 5,5 milhões com as buscas internacionais, valor referente aos exames confirmatórios de compatibilidade, internação do doador e retirada da medula. O convênio com o NMDP prevê a cobrança, pelo REDOME, destes mesmos serviços, o que vai trazer economia para o Ministério da Saúde e, em longo prazo, investimentos em melhorias no sistema brasileiros de transplante de medula óssea.

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