Brasil exporta Bolsa Família para 11 países

Africanos e latino-americanos recorrem ao governo para aprender como reduzir pobreza

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

Produtos agrícolas, carne, aviões, gasolina e, agora, políticas sociais. O Brasil está se tornando um importante exportador de soluções no combate à fome e à pobreza e já fornece o modelo do Bolsa Família para onze países. Paraguai, Bolívia, Equador e oito nações africanas procuraram o governo brasileiro para reproduzir – com as devidas adaptações – os métodos do programa social considerado o maior do mundo em relação ao tamanho da população.

Com ajuda de organismos multilaterais como Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os governos de Angola, Gana, Moçambique, Quênia, Benin, Senegal, Namíbia, Zâmbia e os três latino-americanos assinaram acordos de cooperação com o Brasil para este fim.

A secretária de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Lúcia Modesto, afirma que os estrangeiros começaram a fechar convênios para aprender com o Bolsa Família em 2008. Desde então o MDS tem designado técnicos para auxiliar estes países na implantação do programa. Ela pondera que cada país deve desenvolver o programa com sua peculiaridade, adaptando o Bolsa Família a sua realidade.

“Normalmente são missões que vêm para o Brasil e passam alguns dias, semanas, aprendendo com o programa. Temos apenas um caso em que uma equipe brasileira foi para a África, visitar alguns países”, afirmou a secretária.

Além dos convênios que preveem a cooperação do Brasil com onze países, há trocas de experiências com outros seis. Neste caso, o governo brasileiro não apenas exporta, mas troca informações sobre programas destas nações: Egito, Índia, África do Sul, Colômbia, Chile e Peru.

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