Brasil estuda implantar rede de alerta de tremores

A magnitude dos terremotos ocorridos nos últimos seis meses no Brasil fez o projeto de criação de uma rede sismográfica nacional ganhar força. Ontem, o chefe do Departamento de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, apresentou os detalhes da proposta aos assessores do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Agência Estado |

“O tremor de ontem (anteontem) ajudou a sensibilizar as autoridades sobre a necessidade da rede. Precisamos de parcerias porque criar estações e operá-las não é algo barato”, comentou Barros.

A reunião estava marcada havia alguns meses, mas coincidentemente ocorreu no dia seguinte ao registro do maior tremor de terra no Estado de São Paulo - 5,2 na escala Richter. O abalo, cujo epicentro foi no Oceano Atlântico, a 270 quilômetros da capital paulista, também foi o maior ocorrido no País nos últimos dez anos. O terremoto foi sentido em quatro estados: São Paulo, Rio, Paraná e Santa Catarina.

O projeto da rede de sismografia prevê inicialmente a instalação de 40 estações de monitoramento em pontos considerados estratégicos. Cada estação vai detectar os tremores, incluindo os de magnitude inferior a 2 pontos na escala. “Hoje é difícil registrar os sismos pequenos. As estações que existem estão distribuídas de maneira disforme e os instrumentos estão ultrapassados”, explicou o professor.

A criação da rede, no entanto, não permitirá que novos tremores sejam previstos. Barros explica que a principal função é monitorar os pontos onde a atividade sísmica é maior e, se necessário, pensar em medidas que possam dar maior segurança à população quando o tremor ocorrer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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