Brasil envia militares à fronteira para controlar conflito na Aduana

Tropas do exército do Brasil e da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Sul realizam operações de controle na fronteira com o Uruguai para evitar o tráfico de armas, drogas e produtos contrabandeados, e para evitar bloqueios nas estradas, informou nesta sexta-feira o embaixador brasileiro em Montevidéu, José Felicio.

AFP |

Em declarações à imprensa, Felicio disse que esteve duas vezes esta semana na cidade de Chuy (400 km a leste de Montevidéu), principal fronteira entre Uruguai e Brasil, por onde - afirmou - circulam cerca de 140 caminhões por dia.

"Tive a oportunidade de verificar que a fronteira não está fechada, há uma demora" devido à greve de funcionários da Receita Federal brasileira, mas há fluxo, "estão passando pelo menos cem caminhões", embora na manhã da quinta-feira houvesse uma fila de espera com mais de 200 veículos.

Diante da ameaça de que caminhões brasileiros bloqueiem as estradas, Felicio disse que é preciso respeitar o Tratado de Assunção (acordo fundador do Mercosul, bloco que integra Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e que garante a livre circulação das mercadorias).

Por isso, "houve um deslocamento de tropas, e o Exército e a Polícia Militar do Rio Grande do Sul estão controlando para que isso não aconteça", declarou o diplomata, sem especificar o número de soldados enviados para a fronteira.

Além disso, continuou, "precisamos ver se há contrabando passando", motivo pelo qual "os militares estáo encarregados de fazer uma verificação mínima" na aduana para evitar o tráfico de "armas, drogas e outros crimes".

Felicio apontou que "há otimismo" sobre a negociação entre o sindicato dos fiscais em greve e o governo brasileiro, pois "há uma proposta que está sendo negociada".

Os fiscais brasileiros estão em greve há um mês. A categoria exige aumentos salariais.

Jorge Lepera, da Intergremial de Transporte de Carga do Uruguai, disse à AFP que até a última quarta-feira, "600 caminhões brasileiros e uruguaios haviam conseguido apresentar sua documentação, e havia 200 ainda em espera por falta de local físico para sua entrada na fronteira".

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