Brasil e ONU farão conferência de emergência sobre Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo para a realização de uma conferência de emergência com o objetivo de lidar com a situação no Haiti. Hoje, Lula e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, falaram por quase uma hora sobre o assunto, principalmente diante da crise de alimentos que fez até vítimas no país no Caribe.

Agência Estado |

"Pedimos para o Brasil continuar comprometido no Haiti", afirmou Ki-Moon.

O Brasil ainda teme que as tropas nacionais sejam obrigadas a reprimir os famintos no Haiti, o que causaria uma indesejada publicidade negativa para o País. A crise de alimentos mundial, com altas de 50% nos preços da comida nos últimos seis meses, provoca violência em vários países. Um dos piores seria o Haiti, onde a ONU acusa a oposição de ter-se aproveitado da situação para atacar o governo.

Funcionários do alto escalão da ONU revelaram que, nas últimas semanas, Lula ligou diretamente a Ki-Moon para pedir que as Nações Unidas não ponham as tropas brasileiras que lideram o comando da ONU no Haiti na linha de frente. O temor de Lula era de que a violência acabasse em mortes e que os brasileiros fossem vistos como os responsáveis pela repressão. A ONU deu garantias de que esse trabalho ficaria com a polícia.

Mas Ki-Moon deixou claro hoje que medidas precisam ser tomadas para acelerar a recuperação do país. "Precisamos ter um cooperação para que haja uma estabilidade social no Haiti", afirmou. Há duas semanas, o Brasil enviou 14 toneladas de alimentos para o Haiti e os soldados, acostumados a garantir a segurança, foram aos bairros mais pobres distribuir comida. Para a ONU, medidas como essa são fundamentais para tentar estabilizar a situação e impedir que a fome se transforme num motivo para novos motins e até numa crise política.

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