BRASÍLIA - Apenas 9% dos parlamentares brasileiros são do sexo feminino, o que coloca o País na lanterninha entre países que dispõem de uma legislação de cotas para mulheres na política - entre eles, nações africanas e latino-americanas, como Ruanda (com 48,8%), Moçambique (34,8%), África do Sul (33 %), Uganda (30,7%), Argentina (40%) e Costa Rica (36,8%). Em 1997, quando do advento das cotas, o índice brasileiro era 6,6%. A média mundial está hoje em 18,4%.

Os dados são do relatório 2008/2009 do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira, no Rio, com a presença da ministra-chefe da Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire.

O documento, que compara números de 1995, quando foi realizada a Conferência Mundial da Mulher em Pequim, e de 2008, mostra que houve avanços nas conquistas das mulheres em diferentes aspectos, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.

No que diz respeito ao ingresso delas na política, a ministra afirmou que o governo brasileiro espera ampliá-lo por meio da instituição, no último dia 12, de uma comissão tripartite (formada por representantes do Executivo, Legislativo e sociedade civil) que irá revisar as leis sobre cotas eleitorais.

"Não vamos ficar só na questão porcentual (hoje em 30%). Temos que ver onde estão os gargalos. Houve um impacto inicial, mas os partidos não sofrem sanções pelo não-cumprimento", disse a ministra.

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