HAVANA (Reuters) - Cuba e Brasil ampliaram na sexta-feira sua cooperação em dez setores econômicos, com a conclusão em Havana de uma reunião bilateral que examinou a colaboração até o ano de 2009, segundo a imprensa estatal da ilha. O Brasil se tornou o segundo maior parceiro comercial latino-americano de Cuba, atrás da Venezuela, com um intercâmbio que superou 450 milhões de dólares em 2007, segundo dados oficiais.

"Estamos buscando novas idéias, novos campos onde possamos cooperar", disse Andréia C. Regueira, coordenadora para a colaboração técnica entre países em desenvolvimento e chefe da delegação do Brasil que foi a Havana.

Brasil e Cuba reforçaram sua assistência nos setores de agricultura, pesca, aquicultura, mineração, recursos hídricos, saúde, tecnologia da informação e meio ambiente, entre outros, segundo a agência de noticias Prensa Latina.

"Nossos projetos são sempre de capacitação, têm a ver com a formação de recursos humanos, sem nenhum objetivo comercial", disse Regueira à imprensa local.

Orlando Requeijo, vice-ministro cubano para Investimentos Estrangeiros e Colaboração Econômica, disse que foram firmados também convênios para as áreas bancária, geológica e de produção de soja.

Especialmente na geologia, o vice-ministro Requeijo salientou "o trabalho muito exitoso que já completa dez anos".

Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Cuba e firmou convênios de cooperação agrícola, farmacêutica e energética, entre outros.

Em agosto, depois dos furacões Gustav e Ike, o governo brasileiro foi um dos primeiros a oferecer ajuda humanitária a Cuba, com 15 toneladas de alimentos.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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