Brasil e Argentina acertam reuniões sobre comércio

BRASÍLIA (Reuters) - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, da Argentina, decidiram nesta quarta-feira estabelecer reuniões a cada 45 dias entre ministros dos dois países para tratar das diferenças comerciais entre os dois países. A medida foi adotada durante visita da presidente argentina a Brasília, onde os entraves que abalam o comércio bilateral foi o tema central das conversações. Segundo a resolução, participarão das reuniões periódicas os ministros das Relações Exteriores, da Fazenda e de Indústria e Comércio dos dois países.

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"As reuniões serão um instrumento muito útil para superar as diferenças", disse Cristina Kirchner em discurso, destacando que as diferenças pontuais "a longo prazo são coisas muito pequenas".

Lula destacou as estreitas relações entre os dois principais sócios do Mercosul --bloco comercial também integrado por Paraguai e Uruguai-- e disse que as duas nações são interdependentes.

"Argentina e Brasil necessitam se entender e se ver como sócios. Ao Brasil interessa que a Argentina cresça e se fortaleça", declarou.

As diferenças comerciais entre os dois países incluem a

aplicação de licenças não automáticas de importação, medida tomada pelo Brasil recentemente depois que a Argentina tomou ações similares.

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, acredita que faltou comunicação entre os dois países.

"Nós nos demos conta que uma série desses problemas (comerciais)... poderia ter sido resolvida de outra maneira se tivesse havido comunicação", disse.

Ele afirmou que os problemas em relação ao protecionismo que o Brasil tem não são com a Argentina.

"Esse problema que temos com a Argentina é menos que os problemas que temos com outros países", disse.

(Reportagem de Isabel Versiani e Ana Paula Paiva)

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