Brasil deve registrar 49 mil casos de câncer de mama em 2009, diz Inca

O Brasil deve registrar no ano que vem mais 49 mil casos de câncer de mama. O número se mantém estável em relação a 2008.

Agência Estado |

No Estado de São Paulo, a estimativa é de 15.600 novas ocorrências e, na capital, cerca de 6 mil. As estatísticas são do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A taxa de mulheres com risco de desenvolver câncer de mama no Estado é de 72,52 para cada 100 mil habitantes.

Os últimos dados de mortes são de 2005, quando 10.208 mulheres morreram vítimas de câncer de mama. No ano anterior, foram registradas 9.789 mortes. Para o oncologista do Hospital Albert Einstein, Artur Malzyner, os números são altos. Segundo o especialista, o provável motivo pode ser a adoção de comportamentos de risco, como fumar, estar acima do peso e a reposição hormonal. “Mas não temos absoluta certeza do que provoca (câncer)”, disse. “Sabemos que esses hábitos aumentam o risco da doença.”

De acordo com Malzyner, a melhor forma, hoje, de combater o câncer é fazer o diagnóstico quando a doença ainda está no estágio inicial. E - alerta as mulheres - isso só é feito com o exame de mamografia, ultra-som ou ressonância magnética. O auto-exame, divulgado como a melhor forma de diagnosticar a doença há alguns anos, não é tão eficaz como se pensava. “O auto exame tem vários inconvenientes”, disse o especialista. “Coloca uma carga de responsabilidade muito grande sobre a mulher e resulta em diagnósticos tardios.”

O oncologista explicou que, quando o nódulo no seio é perceptível ao toque, está com mais de 1 centímetro. Nesse estágio, o risco de morte aumenta. “Além de um centímetro dizemos que saiu do estágio absolutamente precoce para um estágio clínico mais grave.” As estatísticas médicas apontam para o seguinte dado: a cada aumento de 1 milímetro do tumor, a chance de cura cai 1%. “Até 1 centímetro, as chances de cura estão em torno de 95%”, disse Malzyner.

Campanha

“A partir dos 40 anos, toda mulher deve fazer o exame uma vez por ano”, alerta Tiago Farina Matos, diretor da ONG Mama Info , entidade associada à Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Ele citou dados estatísticos que mostram que 82% das mulheres acreditam que o auto-exame é o principal meio de diagnosticar o câncer de mama.

Ao longo do mês, uma van cor de rosa estaciona em vários pontos da capital. São distribuídos panfletos com informações sobre a doença e direitos das mulheres, entre eles, a criação da Lei 11.664, de abril de 2008, que garante o direito à realização da mamografia às mulheres com mais de 40 anos.

Para chamar a atenção, pontos turísticos das principais cidades ganham iluminação cor-de-rosa. Em São Paulo, o local escolhido foi a Pinacoteca do Estado. No Rio, o Cristo Redentor e, em Salvador, o Farol da Barra. Nos Estados Unidos, até a Casa Branca, em Washington, ganhou tom róseo. Matos disse que fatores culturais impedem as mulheres de ir ao médico para exames. “Maridos têm ciúmes do médico tocar o corpo da mulher. Outras crêem mais em ervas medicinais que em médicos, por isso não fazem a prevenção.” As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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