Ministro da Justiça reclama de maus tratos sofridos por brasileiros no exterior

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, defendeu neste sábado que imigrantes brasileiros sejam tratados no exterior da mesma maneira com que o Brasil respeita estrangeiros que habitam no País. "Aqui não há discriminação entre brasileiros e imigrantes, o direito constitucional é o mesmo para todos. O nosso esforço é levar esse princípio para o Direito Internacional", afirmou.

Barreto criticou a maneira como imigrantes brasileiros são tratados no exterior. “O Brasil tem hoje uma política de imigração coerente com sua história, já que somos um país formado por migrações. Ao dar esse tratamento, também temos exigido que os brasileiros sejam tratados da mesma forma lá fora”, acrescentou, durante o 3º Fórum da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, no Rio. O evento terminou hoje.

Presente ao mesmo painel do fórum sobre imigração, o secretário-geral da Secretaria Ibero-Americana, Henrique Iglesias, disse que a tarefa de dar mais direitos aos imigrantes não é missão fácil. "Imagine os Estados Unidos negociando uma coisa dessas?", exemplificou.

Alívio nas carceragens

Para aliviar a superlotação das carceragens de delegacias, o Ministério da Justiça planeja a criação de 30 mil vagas em centros estaduais de detenção provisória. Barreto disse que serão investidos R$ 500 milhões no projeto até o final deste ano. “Estamos tentando esvaziar aquela situação das cadeias públicas, das delegacias de polícia, que fazem com que o policial civil tenha que cuidar do preso, em vez de atender a população e investigar o crime”, disse.

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