Brasil defende preferência pela França em acordo de caças

BUENOS AIRES (Reuters) - O Brasil disse nesta segunda-feira que está mais inclinado à empresa francesa Dassault do que à suíça Saab e à norte-americana Boeing na disputa por um contrato para a compra de aviões de combate devido à oferta de transferência irrestrita de tecnologia. Durante uma visita a Buenos Aires, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou o apoio do governo brasileiro ao caça francês Rafale, da Dassault, no contrato para o fornecimento de 36 aeronaves.

Reuters |

O Rafale compete com o Gripen NG da Saab e o F-18 Super Hornet da Boeing.

"A questão básica para a decisão final é a capacitação nacional. O Brasil não pode ser comprador de armas, o Brasil quer desenvolver tecnologias", afirmou Jobim durante entrevista coletiva na capital argentina.

"O presidente (da França, Nicolas) Sarkozy afirmou que faria uma transferência de tecnologia irrestrita, (enquanto) a afirmação feita pelos Estados Unidos é que permitiria que a Boeing fizesse transferências tecnológicas necessárias", acrescentou.

Jobim disse que o processo de seleção deve passar ainda por análises técnico-operacionais sem prazo definido e por outra instância no âmbito governamental para a decisão final sobre as aeronaves, que servirão para modernizar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).

O ministro sinalizou que os precedentes norte-americanos de transferência tecnológica "não eram bons".

"É evidente que o compromisso de transferência de tecnologia tem que ser absoluto, não necessário e quem tem que decidir qual é a tecnologia necessária somos nós e não outro país".

(Reportagem de Daniela Desantis)

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