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Brasil continua pronto para mediar conflito na Bolívia--ministro

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro não considera a mediação do Grupo de Amigos da Bolívia para o conflito no país vizinho rejeitada pelo presidente boliviano Evo Morales e continua à disposição para contribuir na solução da crise, disse um ministro nesta sexta-feira. Em conversa por telefone com Morales, na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perguntou se o envio de uma delegação do Grupo de Amigos da Bolívia, formado por Brasil, Argentina e Colômbia, ajudaria na intermediação do conflito, e obteve resposta positiva. Mais tarde, porém, Morales declinou da oferta, apostando em solução interna.

Reuters |

'Evo ligou dizendo que aguardássemos e fez a mesma coisa com a Cristina Kirchner', disse o ministro, garantindo que a possibilidade do envio do grupo para mediar a crise continua.

Perguntado se Lula estava aborrecido com o recuo de Morales, o ministro disse que não, que o governo considerou normal a atitude, porque é o presidente boliviano que está conduzindo a crise.

O governo brasileiro também não cogita a possibilidade de um golpe de Estado na Bolívia, embora já tenha manifestado que não irá tolerar qualquer ameaça à ordem constitucional no país vizinho.

'Qualquer governo que não seja fruto de eleições livres jamais terá o apoio do Brasil. O tempo de golpes na América Latina já passou.' (Reportagem de Natuza Nery)

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