O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, hoje, com seus colegas Álvaro Uribe, da Colômbia, e Alan Garcia, do Peru, um acordo de defesa para combater o tráfico de drogas, o contrabando e outras atividades ilícitas nas regiões de fronteira entre os três países. O acordo inclui desde o patrulhamento dos rios até ações militares conjuntas e troca de informações de inteligência.

Um dos artigos do acordo, no entanto, deixa claro que um País não entrará no território do outro para agir sozinho. Um artigo comum em acordos militares, porém, mais significativo frente à última crise sul-americana, em que o exército colombiano entrou no território do Equador para matar terroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(Farc).

No texto assinado não há nada explícito sobre o combate ao terrorismo mas, de acordo com a visão do País, atos violentos desse tipo poderão ser classificados na definição "atos ilícitos".
"É um acordo para combater o tráfico de drogas, o contrabando e outras atividades ilícitas", explicou o presidente do Peru. Ao ser questionado se podia ser estendido para o combate ao terrorismo, já que parte das ações das Farc se dariam na região amazônica, Alan Garcia desconversou: "Vamos avançando, vamos avançando".

O acordo prevê intercâmbio de treinamento entre as forças e também a troca de informações de inteligência, além de operações simultâneas e coordenadas nas fronteiras. Um dos principais pontos será o patrulhamento dos rios da região de fronteira pelos três Países, com embarcações próprias para esse fim. Hoje, o patrulhamento é difícil e sobreposto pelos três Países.

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