O Brasil quer certificar o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para poder vender medicamentos genéricos às principais agências da Organização das Nações Unidas. Nos últimos meses, um intenso trabalho diplomático busca o reconhecimento internacional do laboratório.

Nesta semana, a Fiocruz anunciou a produção da versão genérica do anti-retroviral Efavirenz, a partir de 2009, e o início dos estudos para o preparo de outro medicamento antiaids - o Tenofovir.

Hoje, as agências da ONU são as que mais compram remédios no mundo, principalmente para o tratamento da aids e o combate à malária. Por ano, bilhões de dólares são gastos por essas entidades para comprar dos melhores fornecedores e distribuí-los por meio de projetos espalhados por todo o mundo. “A produção que se anuncia no Brasil é algo muito positivo. Há amplo espaço no mercado para produtos que venham do Brasil. Mas eles precisam passar primeiro pelo processo de pré-seleção, garantindo a segurança dos produtos”, afirmou a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.

Jorge Bermudez, secretário-geral da Unitaid, a central da ONU para compra de remédios, disse que a direção da Farmanguinhos já deixou claro que conseguir a certificação é uma das metas do laboratório. “Será algo muito importante. A exportação é o próximo passo natural para a Fiocruz.” Segundo Bermudez, o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, esteve em Genebra tratando do assunto.

O laboratório brasileiro já fornece uma série de produtos para vários países. Mas, para participar das grandes licitações internacionais, a certificação de cada produto é indispensável. Há poucos meses, inspetores e especialistas americanos e europeus estiveram no Brasil visitando a Farmanguinhos. O objetivo era realizar uma primeira checagem da segurança e qualidade do laboratório. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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