Brasil ainda precisa de políticas públicas para enfrentar a violência, diz Lula

BRASÍLIA ¿ Ao comentar nesta terça-feira os resultados da pesquisa divulgada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil ainda precisa de muitas políticas públicas para começar a enfrentar o problema da violência no País. O trabalho divulgado nesta manhã tem como objetivo medir o impacto da violência entre jovens e adolescentes.

Carollina Andrade, repórter em Brasília |


"Há vários problemas que precisam ser discutidos para que possamos começar a enfrentar a violência no País", disse Lula após almoço oferecido ao presidente da repíblica de Moçambique, Armando Guebuza.

De acordo com a pesquisa, a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, lidera o ranking de homicídios entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, com 9,7 mortes para cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos. Em seguida, aparece os municípios de Governador Valadares(MG), com 8,5 e Cariacica (ES), COM 7,3.

Lula, no entanto, lembrou que apesar da necessidade de novos programas sociais voltados para a juventude, o Governo já tem alguns projetos, como o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que reduzem as áreas de risco para os jovens.

Nós temos um investimento importante na urbanização dos lugares degradados, das favelas, pensando também na juventude brasileira. Acho que estamos no caminho certo para recuperar a juventude brasileira, com muita educação e possibilidade de trabalhar, disse.

O estudo

O estudo divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Especial de Direitos Humanos estima que 33.504 adolescentes brasileiros serão assassinados em um período de sete anos, que vai de 2006 a 2013.

O levantamento foi realizado pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e com o Observatório de Favelas.

A estimativa foi feita com base em dados de 2006, considerando-se a hipótese de que as circunstâncias observadas naquele ano sejam mantidas.

Foram coletadas informações sobre as causas de mortes entre jovens de 12 a 19 anos de idade em 267 municípios, todos com mais 100 mil habitantes.

O estudo também apresenta, pela primeira vez, o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) no Brasil, que mede a probabilidade de um adolescente ser assassinado.

O valor médio do IHA brasileiro é de 2,03, ou seja, de cada mil adolescentes, 2,03 serão vítimas de homicídio antes de completar os 19 anos.

"Esta cifra por si só deveria ser suficiente para transmitir a gravidade do fenômeno no Brasil, particularmente se lembrarmos que o homicídio contra adolescentes deveria ser, a princípio, um fato extremamente raro em qualquer sociedade", diz o estudo.

A cidade com pior índice é Foz do Iguaçu (PR), com IHA de 9,7. Logo em seguida vêm Governador Valadares (MG), com 8,5, e Cariacica (ES), com 7,3.

O município do Rio de Janeiro aparece na 21ª posição na lista, com IHA de 4,9, enquanto São Paulo fica em 151º lugar, com índice de 1,4.

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