Brasil ainda acredita em acordo climático na Dinamarca

O governo brasileiro demonstrou ontem que ainda acredita em um possível acordo global na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que será realizada em Copenhague no mês que vem. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ainda ter esperanças.

Agência Estado |

E o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que participará do evento, já que "nesse momento só a presença dos líderes pode mudar alguma coisa".

As declarações foram uma reação à posição anunciada no fim de semana pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e por chefes de Estado asiáticos, de que não será possível chegar a um acordo final sobre redução de emissões em Copenhague. "Mas ter esperança não significa deitar em berço esplêndido", disse Dilma, por telefone, da capital dinamarquesa, onde apresentou em uma reunião de ministros do meio ambiente as metas brasileiras para controlar emissões de gases do efeito estufa.

Para ela, ainda existe "a possibilidade de acordo". Além de Lula, do presidente francês Nicolas Sarkozy e do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, Dilma acredita que diversos líderes devem ir a Copenhague. "Com a presença deles, é mais fácil um acordo. O grau de liberdade de embaixadores e ministros é mais estreito."

Para Lula, EUA e China têm estratégia comum para solapar o acordo na COP-15. "Estamos percebendo há meses que a China joga a culpa nos EUA, os EUA jogam a culpa na China. E a nossa preocupação é de que um possa utilizar o outro como escudo para justificar a não apresentação de números." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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