Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta terça-feira, a terceira consecutiva, em meio à aversão a risco global gerada pela apreensão sobre o desfecho da ajuda à Grécia. Os principais papéis do Ibovespa ainda sofreram por incertezas específicas.

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SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta terça-feira, a terceira consecutiva, em meio à aversão a risco global gerada pela apreensão sobre o desfecho da ajuda à Grécia. Os principais papéis do Ibovespa ainda sofreram por incertezas específicas.

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Bovespa fecha no pior patamar desde fevereiro

Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta terça-feira, a terceira consecutiva, em meio à aversão a risco global gerada pela apreensão sobre o desfecho da ajuda à Grécia. Os principais papéis do Ibovespa ainda sofreram por incertezas específicas.

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Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte queda nesta terça-feira, a terceira consecutiva, em meio à aversão a risco global gerada pela apreensão sobre o desfecho da ajuda à Grécia. Os principais papéis do Ibovespa ainda sofreram por incertezas específicas.

Desse modo, o principal índice da bolsa paulista fechou com perda de 3,35 por cento, aos 64.837 pontos, pior patamar desde o dia 9 de fevereiro. O índice já acumula queda de 4,57 por cento nas últimas três sessões. O volume financeiro nesta jornada foi de 10,08 bilhões de reais.

O mercado sinalizava mais um dia de perdas desde o início, com as blue chips ainda afetadas por dúvidas pontuais aos papéis, em particular Petrobras. A piora em Wall St, contudo, acelerou a queda local, em meio à saída de investidores estrangeiros com o aumento de aversão ao risco.

"As commodities caíram bastante hoje também, o que contribuiu para a queda forte em um dia tão ruim para ações no mundo todo", citou um operador de uma corretora que preferiu não ser identificado. Segundo ele, "sem o fluxo do exterior, a tendência é que o mercado não tenha força e a baixa continue".

Dados da BM&FBovespa mostraram que o saldo de estrangeiros em abril ficou negativo em 1,08 bilhão de reais.

A visão de que o pacote de ajuda à Grécia não será suficiente para evitar que a crise da dívida grega se espalhe pelo continente europeu, afetando a recuperação econômica global, foi o pano de fundo para a forte venda nas ações e commodities e procura por Treasuries, que fortaleceu o dólar.

O petróleo caiu mais de 4 por cento o barril em Nova York, onde os índices acionários perderam mais de 2 por cento. O juro do Treasury de 10 anos caiu a 3,5987 por cento, indicando procura pelo papel. No final do dia, o dólar subia mais de 1 por cento.

No Brasil, as ações da Petrobras caíram 3,4 por cento, para 30,44 reais, afetadas ainda pelas incertezas sobre seu plano de capitalização. Nesta teça-feira, o UBS reduziu sua recomendação para a petrolífera para "neutra" e o preço-alvo de 44 para 40 reais.

"O que acontece é que ela está se comunicando muito mal com o mercado, e o papel vai ficar assim até a hora em que eles disserem que têm um plano A e um plano B definidos para a capitalização", afirmou Luiz Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos.

A Vale cedeu 4,85 por cento, para 43,15 reais.

INCERTEZAS EXTERNAS OFUSCAM BALANÇOS

O cenário externo ofuscou o noticiário corporativo doméstico, que contou com anúncio de aquisições e resultados entre a noite da véspera e a manhã da terça-feira.

Os papéis da PDG recuaram 0,24 por cento, em 17 reais, após subirem mais 3 por cento no início do dia, em reação ao acordo para obtenção do controle da Agre, que criou a maior gigante do setor imobiliário no Brasil.

As ações do Itaú Unibanco recuaram 2,65 por cento, para 37,55 reais, mesmo após o banco apresentar uma alta de 60,5 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre, para 3,2 bilhões de reais.

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