Botox é utilizado em 21 tipos de procedimento

Suavizar o efeito da velhice é apenas uma das utilizações da toxina botulínica - o botox - utilizada em 80 países para 21 indicações. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso em oito situações - principalmente nas áreas dermatológica, neurológica e urológica.

Agência Estado |

A primeira utilização terapêutica foi no tratamento ao estrabismo (falta de paralelismo nos olhos). O mal é causado por problemas nos músculos responsáveis pelo movimento dos olhos. Por exemplo, se os olhos são convergentes (voltados para dentro) é porque o músculo que faz o movimento em direção ao nariz está mais forte. Aplicada nele, a toxina o enfraquece, e, aos poucos, o olho se alinha.

“Antigamente, o problema só era corrigido com cirurgia”, diz a presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, Celia Nakanami. Outra utilização na área oftalmológica é na correção do blefaroespasmo - contrações involuntárias dos músculos dos olhos que levam ao pisca-pisca. O paciente pisca com força, o que provoca muita dor”, diz Celia.

Tique nervoso

Na área neurológica, a toxina é usada no tratamento de distonias, ou tiques nervosos, espasmo hemifacial (contrações nos músculos do rosto) e espasticidade - rigidez excessiva de braços e pernas, sequelas de doenças como acidente vascular cerebral (AVC) ou paralisia cerebral. “A toxina abriu um mundo novo no tratamento à espasticidade”, diz Sérgio Lianza, fisiatra da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Nos próximos anos, pode ganhar espaço o uso da toxina para suavizar cicatrizes. Aplicada ao redor do corte, enfraquece os músculos da região, diminuindo a tensão e, consequentemente, a marca do bisturi. Ainda falta a aprovação das agências reguladoras. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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