Botox é usado para tratamento de suor excessivo e bexiga hiperativa

Um dos recursos estéticos mais corriqueiros nas clínicas dermatológicas, a toxina botulínica tipo A (Botox) foi aprovada pelo FDA (órgão governamental dos Estados Unidos que faz o controle dos alimentos) há 20 anos como uma opção clínica para o tratamento de estrabismo. De lá para cá, tornou-se uma aliada da beleza e também da saúde.

Agência Estado |

No Brasil, o medicamento é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para oito indicações, cosméticas e terapêuticas, entre elas blefaroespasmo (tique nos olhos), hiper-hidrose (suor excessivo nas mãos e nas axilas) e, mais recentemente, para os casos de bexiga hiperativa (urgência em urinar).

Para quem sofre de hiper-hidrose, a disfunção se encontra nas glândulas sudoríparas, responsáveis por liberar o suor. Pelo tratamento, o botox bloqueia a liberação de acetilcolina (substância que estimula essas glândulas), impedindo, assim, a transpiração nas axilas e palmas das mãos. Após o uso de pomada anestésica, as injeções são feitas em pontos demarcados. O processo dura, em média, 30 minutos. A recomendação é a de não praticar exercícios físicos, pelo menos por quatro horas após a realização do procedimento.

O botox também pode ser usado como tratamento de quem sofre de bexiga hiperativa. Indicado para aqueles pacientes que não tiveram resposta satisfatória em outros tipos de tratamentos, o botox possui a propriedade de paralisar parcial ou totalmente os músculos: “Atua diminuindo a atividade da bexiga e, assim, impedindo uma contração involuntária do órgão”, diz o urologista José Carlos Truzzi, doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor adjunto de urologia da Universidade Santo Amaro. O procedimento é realizado pelo sistema hospital day, dura 15 minutos em média e é feito com anestesia local. “O efeito dura de seis a nove meses, tempo indicado para a substância ser reinjetada.”

AE

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