Bossacucanova e Cordão do Boitatá se apresentam em último dia de Viradão Carioca

RIO DE JANEIRO - O domingo começou com samba na Praça XV. O palco principal, chamado Rio de Janeiro, Fevereiro e Março, abriu suas atividades nesse último dia de Viradão Carioca às 9h da manhã, com apresentação do Cordão do Boitatá - tradicional bloco de rua do carnaval carioca.

Fred Leal, especial para o Último Segundo |

Fred Leal

Centro do Rio enche de pessoas em último dia de Viradão Cultural

Mesmo com a manhã nublada, os cariocas saíram de casa para cair na folia pela segunda vez esse ano. O público não era muito grande, porém bastante animado e, de qualquer jeito, atípico ao centro do Rio num fim de semana. A Alvorada Carnavalesca promovida pela prefeitura não fugiu ao padrão de fevereiro e março, com gente fantasiada na platéia, muito samba-de-roda e marchinhas clássicas, e casaizinhos dançando animados.

A manhã de shows continuou na Zona Norte, com o show do Bossacucanova no Palco Móvel, e que revisitou o movimento mais famoso de nossa música através do Drum 'n' Bass. Montado na belíssima Quinta da Boa Vista e marcado para as 13h da tarde, o show começou com quase uma hora de atraso. O projeto do DJ Marcelinho Da Lua casou perfeitamente com a escolha do lugar, e versões "modernizadas" de hinos do nosso cancioneiro, como "Águas de Março" e "Samba de Verão", fizeram o sol parecer um pouco mais claro na Quinta.

Após uma montagem de palco apressada e uma passagem de som já com o público chegando perto do palco, a banda começou anunciando via sampler "essa é a batida sincopada da bossa-nova!" Mas batida da vez foi outra: foram os beats tribais da vertente eletrônica que privilegia o groove da cozinha de baixo+bateria, e que chegou às rádios no começo da década fazendo base para cantoras como Fernanda Porto e Bebel Gilberto.

Formado por percussão, guitarra, teclado e baixo na formação tradicional, além das picapes de Da Lua, um laptop e um sampler na metade eletrônica, o Bossacucanova ainda conta com uma eficiente vocalista, e saxofones e flauta turbinadas por pedais de efeito. Para um show em clima de manhã de domingo, a banda recebeu de presente um dos locais mais bonitos do Rio de Janeiro e do circuito do Viradão. Apesar da falta de sinalização adequada indicando o palco, ter tirado os cariocas de casa para visitar a Quinta da Boa Vista já garantiu à prefeitura metade do sucesso do show.



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