Bope ocupa Morro da Providência para implantar UPP

Quatro suspeitos foram detidos na operação que o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizou nesta segunda-feira no Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro. A incursão integra o projeto de implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade. De acordo a Polícia Militar (PM), cerca de 200 agentes do Bope e do Batalhão de Choque ocuparam o local para cumprir mandados de prisão, apreender armas e combater o tráfico de drogas.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Segundo o relações-públicas da Polícia Militar, capitão Ivan Blaz, os detidos no Morro da Providência foram encaminhados para a 4ª DP (Praça da República). Não houve registro de apreensões de armas ou drogas.

A operação desta segunda-feira faz parte da primeira das três fases de implantação de uma UPP na favela mais antiga da capital fluminense. Ao todo, três comunidades serão beneficiadas diretamente pela ocupação: Favela do Morro da Providência, Favela Pedra Lisa e Favela Moreira Pinto. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000, 10 mil pessoas moram no núcleo e no entorno destas comunidades.

Segundo a PM, a ocupação que se inicia nesta segunda-feira é a primeira de nove UPPs que deverão ser inauguradas neste ano, todas elas localizadas no centro e na zona norte da cidade, o que vai totalizar nesta etapa 210 mil pessoas afetadas diretamente. De acordo com o Governo do Estado, o Complexo da Providência, devido à localização estratégica, foi uma das primeiras áreas estudadas para receber uma UPP.

A ocupação aguardava apenas a formação de nova turma de 1.000 policiais, programada para o início de abril. Além dos moradores, a unidade da Providência vai beneficiar de forma indireta 600 mil pessoas que circulam diariamente pela região da Central do Brasil. E, de acordo com o governo do Rio, ainda vai ser peça-chave no projeto de recuperação e revitalização da Zona Portuária, que está sob responsabilidade da prefeitura do município.

"Não tivemos problemas com troca de tiros. A receptividade foi muito boa", disse o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. "Aquele local estava tranquilo porque o tráfico estava dividido. Esse foi um dos motivos de a operação não ter vazado. Em um ano e meio de UPP, os resultados obtidos são excelentes, assim como as manifestações das pessoas que lá moram", completou.

*com informações da Agência Estado

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