Chamada por autores e diretores de novelas como Santa Janete Clair, a maior criadora de folhetins que a TV já teve, era contrária à escalação de Leila Diniz para o elenco de suas obras. Janete temia que o público rejeitasse suas histórias por supostamente rejeitar a imagem liberal de Leila.

Essa suspeita consta da biografia Leila Diniz - Uma Revolução na Praia (Cia. das Letras, 280 págs., R$ 39), que acaba de ser lançada, pelas mãos do escritor e jornalista Joaquim Ferreira dos Santos.

O diretor Daniel Filho, parceiro de Janete em várias novelas, está entre os que sustentam essa versão, não endossada por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que na época de Janete era vice-presidente de Operações da Globo. Segundo Boni, a ausência de Leila nas novelas da casa se explica pelo fato de a atriz ter recusado um convite da emissora, em determinada ocasião, para atender a outra proposta da TV Excelsior, em seguida. Por isso Leila, morte em 1972, teria sido persona non grata na Globo.

Aliás, dura até hoje essa fama que sustenta que a Globo fecha portas a quem lhe deu as costas no passado. Mas já não é bem assim - ao menos, hoje, isso não vale para todos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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