Bombeiros resgatam 9º corpo após naufrágio no Paranoá

Vítima estaria trabalhando no barco no momento do acidente. Entre os nove mortos há um bebê de sete meses e sua mãe

iG São Paulo |

A nona vítima do barco que afundou no Lago Paranoá, em Brasília, foi resgatada quarta-feira à noite. As equipes encontraram o corpo do garçom Hadmilton José de Oliveira por volta das 23h, nas proximidades onde a embarcação Imagination afundou no domingo (22). De acordo com os bombeiros, esta é a última pessoa dada como oficialmente desaparecida.

Os nove mortos são: João Antonio Fernandes Rocha, de 7 meses; Flavia Daniela Pereira Dornel, de 22 anos; Ester Araujo de Oliveira, de 10 anos; Vicente Carneiro de Sousa Neto, de 36 anos; Paulo de Mello, de 39 anos; Adail de Souza Borges, de 45 anos; Valdelice de Souza Fernandes, de 36 anos; Robinson Araújo de Oliveira, de 29 anos; e Hadnilton, de 31 anos.

Informações preliminares apontam excesso de passageiros no momento do naufrágio. Além disso, o barco estaria com a estrutura comprometida por falta de manutenção. A hipótese de choque contra outra lancha foi descartada pela polícia. A Marinha abriu inquérito administrativo e tem 90 dias para concluir o relatório com as causas do acidente.

A Polícia Civil abriu inquérito criminal para levantar as responsabilidades pelo acidente e deve indiciar o piloto por crime culposo - quando não há intenção de matar. Ele foi submetido ao teste de bafômetro, que deu negativo.

O Imagination afundou duas horas após ter zarpado de um clube. Noventa e três pessoas foram resgatadas com vida. Alguns passageiros já foram ouvidos pela Polícia Civil. Mais pessoas prestarão depoimento sobre o caso nos próximos dias. Agora, os bombeiros vão estudar uma forma de içar o barco do fundo do lago. A embarcação tem 15 toneladas e está a 17 metros de profundidade.

AE
Bombeiros durante os trabalhos de resgate às vítimas no Lago Paranoá, em Brasília

Possível lotação

O barco que realiza esse tipo de evento costuma ter capacidade para até 92 pessoas. Segundo os  bombeiros, havia 101 convidados a bordo do barco. A Marinha explica que, com o sobrepeso, entraria na mais água do que as bombas de esgotamento poderiam suportar. A hipótese, no entanto, só poderá ser confirmada quando o barco for retirado da água e a perícia verificar sua capacidade máxima.

“Não podemos falar em superlotação. O que sabemos é que houve um peso muito grande porque o barco estava cheio. Isso naturalmente abaixa o nível da embarcação e facilita a entrada de água jogada por outros barcos”, explica o major Adriano Azevedo, responsável pela operação de resgate.

*com AE e iG Brasília

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