Bombeiros localizam 11ª vítima de naufrágio na Bahia

Onze pessoas morreram: dez crianças de 1 a 11 anos e uma adolescente de 16

iG São Paulo |

Bombeiros localizaram na noite de ontem o corpo de uma menina de dez anos que estava desaparecida desde que o barco em que ela e mais 17 pessoas estavam virou, no último domingo, no Lago de Sobradinho, barragem do Rio São Francisco, no município de Pilão Arcado (BA), a 740 quilômetros de Salvador, no norte do Estado. No total, onze pessoas morreram: dez crianças de 1 a 11 anos e uma adolescente de 16.

AE
Mergulhadores e pescadores da região procuram por corpos do naufrágio no Lago de Sobradinho (13/09/2010)
Segundo informações da Delegacia de Pilão Arcado, que investiga o caso, o barco era conduzido pelos irmãos Ailton e Raimundo Andrade e naufragou, por volta das 16 horas, nas proximidades do povoado de Alto do Galvão, a 18 quilômetros da sede do município.

O delegado responsável pelo caso, Arnóbio Dionísio Soares, afirma que a embarcação, que tinha capacidade para no máximo seis pessoas, levava 16 pessoas da mesma família e mais dois irmãos que eram responsáveis pelo transporte. "Esse tipo de barco é usado apenas por pescadores. Não podia levar uma família inteira, as chances dessa viagem dar certo, eram nulas. A tragédia era anunciada", afirmou o delegado à reportagem do iG.

De acordo com o delegado, o barco naufragou nas proximidades do povoado de Alto do Galvão, a 18 quilômetros da sede do município. O socorro aos náufragos começou pouco depois, quando um pescador avistou os sobreviventes. No entanto, a correnteza era forte.

O responsável pela embarcação, também conhecido como "Nego", será indiciado por homicídio doloso. "Quando ele decidiu fazer o transporte dessas pessoas, ele assumiu o risco de morte das vítimas. O Nego sabia que não cabiam tantas pessoas naquele bote".

"Nego" foi ouvido pela polícia na noite de ontem e afirmou que o tipo de transporte é muito comum entre os povoados ao redor do lago. "Ele disse que foi a avó de algumas vítimas que insistiu muito para que ele fizesse o transporte das mães e das crianças", disse o delegado.

Peritos da Polícia Técnica e da Capitania dos Portos do São Francisco apuram as causas do naufrágio. As primeiras análises apontam para o excesso de peso, apesar de alguns relatos informarem fortes ventos na região.

* Com Agência Estado

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