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Bombeiros encontram mais um corpo nos escombros em Angra dos Reis

Os bombeiros localizaram na manhã desta segunda-feira mais uma vítima dos deslizamentos de terra ocorridos no réveillon no Morro da Carioca, segundo informações da Defesa Civil de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. Chega a 47 o número de mortos na trágedia.

iG São Paulo e iG Rio de Janeiro |

 

A vítima - um homem idoso - está sendo removida para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade. Agora já chega a 18 o número de mortes causadas pelo deslizamento ocorrido na sexta-feira (1º) no local. Mais duas pessoas são procuradas no Morro da Carioca.

Até o fim da tarde desse domingo (3), cinco corpos haviam sido encontrados em Angra, um na Enseada do Bananal, em Ilha Grande, e quatro no Morro da Carioca, onde cães farejadores localizaram os corpos de duas crianças e, dois adultos foram retirados dos escombros com a ajuda de uma retroescavadeira. Na Ilha Grande, três pessoas ainda estão desaparecidas, entre elas duas crianças.

Reuters
Equipes de resgate trabalham na área da Pousada Sankay

Equipes de resgate trabalham na área da Pousada Sankay

Foi necessária a demolição de duas casas interditadas para que a máquina chegasse ao local do deslizamento. Por volta das 20h, os bombeiros encerraram os trabalhos devido à pouca luminosidade. Os trabalhos recomeçaram às 7h de hoje.

Áreas de risco

O prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão (PMDB), afirmou neste domingo que há um esquema de emergência para retirar famílias que moram em áreas de risco, com possibilidade de novos desmoronamentos. O plano de emergência contará com abrigo para cerca de 40 famílias no Colégio Naval e em acampamentos militares. 

O prefeito, porém, reconheceu que é uma solução paliativa. "Não podemos deixar uma pessoa seis meses em um abrigo", disse Jordão, usando frases de efeito semelhantes ao discurso do governador Sérgio Cabral, no dia anterior. "Não faço populismo. Em tragédia não se faz política." Jordão também pediu que os moradores das áreas de risco procurem abrigos ou casas de parentes e amigos.

Segundo o chefe de Relações Públicas da Defesa Civil de Angra dos Reis, Francisco Júdice, 65% da ocupação da cidade é em áreas de encosta e há entre 15 e 20 áreas de risco. Das áreas de risco, 217 casas já foram interditadas, disse Júdice ao iG. Desse total, 98 ficam no Morro da Carioca. "Se continuar chovendo, há risco de algumas encostas deslizarem", afirmou. 

AE

Moradores retiram pertences de casas interditadas pela defesa civil
no Morro da Carioca, em Angra (03/01) 

Quase 1.000 pessoas desabrigadas ou desalojadas estão em escolas e abrigos da prefeitura, casas de parentes ou amigos. O total de donativos para chega a seis toneladas, segundo informações da prefeitura do município. Desde a tarde de sexta-feira, a quadra do Colégio Estadual Artur Vargas (Ceav) está funcionando como posto de entrega de doações para as famílias afetadas pelos deslizamentos na Praia do Bananal, na Ilha Grande, e no Morro da Carioca, no Centro.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que caso chova nas próximas horas, a Rodovia Rio-Santos será novamente interditada por medida de segurança.

A Defesa Civil do Rio informou que, em todo o estado, 68 pessoas morreram.

Madrugada de sexta-feira
 
A tragédia ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º), quando parte da Pousada Sankay e sete casas vizinhas, na Praia do Bananal, foram soterradas por um barranco. 
 
Já no Morro da Carioca, em Angra, pelo menos 20 casas foram atingidas por um deslizamento de terra. Segundo os bombeiros, dez pessoas foram socorridas com vida. Os feridos foram levados para o pronto-socorro da cidade.

Angústia e dor de familiares e amigos:


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*Com informações de Ricardo Galhardo, Sabrina Lorenzi, Vicente Seda, Agência Estado e Agência Brasil 

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