Bombas no Tietê terão auditoria rigorosa, diz secretária

O sistema de bombas em São Paulo ao longo da Marginal do Tietê, na altura das Pontes das Bandeiras, Casa Verde e Anhanguera, administrado pela Prefeitura e feito para evitar que as águas do rio transbordem nos pontos mais baixos da pista vai passar por auditoria rigorosa do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. A informação é da secretária do Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena.

Agência Estado |

Com as chuvas de terça-feira, esses três pontos da Marginal do Tietê se mostraram vulneráveis, uma vez que foram os locais por onde as águas do rio invadiram as pistas. Nessas regiões, o nível do solo é rebaixado para permitir a passagem de caminhões de até 4,5 metros sob as pontes. "Vamos fazer uma análise rigorosa para ver como estão os equipamentos, obter todas as informações, em conjunto com a Prefeitura", afirmou Dilma.

Como forma de evitar que as águas do Tietê transbordem nos pontos rebaixados, existe ao longo da Marginal três sistemas de polders, diques que isolam as partes mais baixas do rio. As águas são bombeadas de dentro desse tanque para o eixo normal do rio, para evitar o transbordamento. A administração do sistema de bombeamento nos polders da Marginal é de responsabilidade das subprefeituras, que terceirizam o serviço de manutenção para a Obracon Comércio e Serviços, que também faz a manutenção de seis piscinões.

A secretária Dilma Pena afirmou que a Prefeitura comunicou ao governo do Estado que as bombas dos polders estavam funcionando. Segundo Dilma, na Ponte das Bandeiras o problema na terça foi ainda agravado pela queda do muro do polder, por volta do meio-dia. Nesse horário as águas já haviam invadido a Marginal.

Usina de Traição

A secretária ainda reiterou que o não funcionamento de uma bomba na Usina Elevatória de Traição, operada pela Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae), não pode ser apontado como um dos fatores que contribuíram para o transbordamento da Marginal do Tietê. Dilma disse que o bombeamento é acionado para levar as águas do Rio Pinheiros para a Represa Billings. "Nas chuvas de terça, a falha na bomba não afetou em nada a vazão do Rio Tietê. Naquelas circunstâncias as bombas de Traição não tinham nenhuma função em relação ao rio."

Na terça-feira, em nota oficial, a Secretaria de Águas e Energia Elétrica afirmou que o não funcionamento da bomba "comprometeu em 25% a capacidade de bombeamento (da Usina) e estrangulou ainda mais a capacidade de escoamento do Tietê". A secretária afirmou ontem que essa informação está equivocada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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