dança das cadeiras do ministério e passou o bastão para Márcia Helena Carvalho Lopes, de 52 anos, irmã do chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho." / dança das cadeiras do ministério e passou o bastão para Márcia Helena Carvalho Lopes, de 52 anos, irmã do chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho." /

Bolsa Família: sob nova direção

O programa Bolsa Família está sob nova direção. Comandado pelo ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o benefício é uma das principais vitrines do governo Lula e será bandeira da campanha de Dilma Rousseff, ex-ministra chefe da Casa Civil, à Presidência. Nesta semana, Patrus Ananias deixou a pasta na http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/31/o+ministerio+do+segundo+escalao+9444930.html target=_topdança das cadeiras do ministério e passou o bastão para Márcia Helena Carvalho Lopes, de 52 anos, irmã do chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho.

Andréia Sadi, iG Brasília |

Divulgação
Márcia Lopes assumiu ministério

Márcia Lopes após assumir ministério

Recém-empossada, Márcia sabe que tem nas mãos parte do que a campanha petista chama de herança bendita deixada pelo presidente Lula. Sabe também que, à frente do ministério, lidará com as críticas de setores de oposição que acusam o governo de não oferecer saída e do uso eleitoral do benefício, concedido a 12,5 milhões de famílias (50 milhões de pessoas). 

Mas, em entrevista ao iG , a nova ministra disse que está disposta a enfrentar o desafio que termina em nove meses e rebate as críticas ao programa: provavelmente, o Bolsa Família nunca acabe. O que acontece é que, quanto mais frentes de trabalho se abrirem no mercado, melhor. Mas não acredito em porta de saída, chamo isso de processo integrado, disse. 

Leia a entrevista:

iG - A senhora assumiu a direção da maior vitrine do governo Lula, o Bolsa Família. Está preparada para a função?

Márcia Lopes - Foi com muita honra que recebi esse chamado. Acho que uma das razões do convite foi a recomendação do presidente aos ministros de indicar pessoas que já conheciam o projeto. Fiquei afastada dois anos do ministério, mas antes participei ativamente deste processo de organização do projeto. Neste sentido, estou familiarizada com as iniciativas da pasta. Patrus levou meu nome ao presidente Lula porque eu reúno condições técnicas e políticas para assumir este cargo. Tenho relação de confiança com ele, e, claro, de respeito com o presidente. 

iG - O Bolsa Família é um programa que atende 50 milhões de pessoas atualmente e uma das críticas recorrentes é a de que ele não oferece porta de saída. Como a senhora encara esta avaliação?

Márcia Lopes - Na verdade, é um debate complexo. Se, por um lado, nós avançamos na compreensão da saúde, educação, não avançamos na questão do direito à proteção social, à assistência social. O Brasil é um país muito diverso, as necessidades são diferentes de acordo com cada região e o Bolsa Família está no contexto da responsabilidade da Constituição que dá direito às pessoas de terem atendidas estas necessidades fundamentais.

iG - Outra crítica ao programa é a de que ele seria um instrumento eleitoral para ganhar votos este ano, na campanha do PT à Presidência.

Márcia Lopes - O programa cumpre a estratégia fundamental de acesso ao direito, do pertencimento das famílias na sociedade, de renda básica de cidadania. Não acredito de modo nenhum que o Bolsa Família acomoda. O ponto é que, se não foi criado mercado de trabalho adequado, situações adequadas, estas pessoas precisam de assistência. 

iG - Existe alguma porta de saída para aqueles que recebem o benefício?

Márcia Lopes - É claro que quanto mais frentes de trabalho se abrem, melhor. Mas não acredito em porta de saída nenhuma, chamo isso de processo integrado, vai melhorando. 

iG - E para o programa, existe alguma previsão para o fim do Bolsa Família?

Márcia Lopes - Provavelmente,  ele nunca acabe, mas vai passar por modificações. Estamos sempre estudando o programa, como se comporta em diferentes regiões , o seu impacto nas famílias atendidas. As críticas são bem-vindas, o que as pessoas precisam entender é que a renda é uma política de direito. Não podemos prever que em 2, 4, 5 anos não tenhamos nenhuma família atendida. O Bolsa Família é o programa que veio para dizer que as famílias tem direito à renda. 

iG - A senhora é irmã do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho. Acha que isto pode ter influenciado a sua escolha para a pasta?

Márcia Lopes - Na outra vez, quando eu fui secretária-executiva da pasta (2005-2008), os jornais vieram com esta manchete. Mas esta associação é infundada, sou assistente social há 30 anos, fui vereadora, enfim, tenho currículo suficiente para assumir o ministério.  Sou filiada ao PT desde 1982, sou irmã do Gilberto com muito orgulho.  Quando eu conheci o Patrus, em 2004, ele nem sabia que eu era irmã do Gilberto, ele ficou surpreso. Quando ele me chamou, prometi muito trabalho, e, como disse o presidente, vamos trabalhar dobrado.

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