Boato leva PM a invadir morro do Vidigal, no Rio

RIO DE JANEIRO - O boato de que uma facção rival havia tomado o controle do tráfico na Favela do Vidigal, em São Conrado, no Rio de Janeiro, levou a Polícia Militar (PM) a fazer uma operação no morro, nesta terça-feira. Homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão Florestal e do 23º Batalhão (Leblon) ocuparam a favela, revistaram carros e apreenderam três motocicletas. Não houve confronto.

Redação com Agência Estado |

De acordo com os moradores do Vidigal, não houve invasão de traficantes. Segundo eles, a situação no morro está tranqüila. A rotina na favela não foi alterada com a presença da PM.

O tráfico no Vidigal é dominado pelo traficante identificado pela polícia como Noventa e Nove , ligado à facção Amigo dos Amigos (ADA), a mesma que comanda a venda de drogas na Rocinha.

De acordo com a denúncia recebida pela PM, um grupo de traficantes do Comando Vermelho teria tomado os pontos de venda de drogas no morro no fim de semana.

Favela da Lagoinha

Em outra operação realizada na segunda-feira, dez pessoas morreram, cinco ficaram feridas e outros cinco traficantes foram presos durante uma operação para apreensão de carga na favela da Lagoinha, na Baixada Fluminense. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, um agente da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) foi baleado.

Segundo a polícia todos os mortos eram traficantes. As vítimas foram levadas para o Hospital de Duque de Caxias, mas já teriam chegado mortas ao local. Nesta terça, nove dos dez mortos foram enterrados em dois cemitérios da região.

De acordo com a direção do hospital, parentes e amigos das vítimas na favela da Lagoinha foram à unidade em busca de informações. Houve tumulto e confusão com policiais que usaram gás de pimenta para dispersar os manifestantes.

Segundo o 15º Batalhão da PM (Duque de Caxias), a situação no Morro da Lagoinha está tranqüila.

Dados

Levantamento divulgado na última semana de julho pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Segurança do Estado, mostrou que, entre janeiro e maio deste ano a polícia fluminense matou 649 pessoas em supostos confrontos - os chamados autos de resistência. Esse número é 47,16% maior que o número de mortos nos cinco primeiros meses de 2006, último ano do governo Rosinha Garotinho (PMDB).

Em 2007, primeiro ano do governo Sérgio Cabral (PMDB), foram 586 mortos - 10,75% menos que no mesmo período deste ano.

*Com informações da Reuters

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