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BNDES foi vítima no caso de fraude, diz Coutinho

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante entrevista, nesta segunda-feira, à Rede Eldorado de Rádio, em São Paulo, classificou de lamentável as denúncias sobre irregularidades na concessão de empréstimos no banco, deflagrada pela Operação Santa Teresa, da Polícia Federal.

Redação com agências |

Coutinho disse que o BNDES tem colaborado com a PF. "Fico tranqüilo em dizer que não há indício de funcionários envolvidos nesse episódio. O BNDES foi uma vitima e é preciso aperfeiçoar as regras do BNDES, que já são rigorosas", disse.

O presidente admitiu, porém que, fora do banco, é difícil coibir ações como essa e passou o seguinte recado aos interessados em obter recursos do BNDES: "Senhores empresários, evitem intermediários e apresentem seus projetos diretamente ao banco".

Depoimentos

A Justiça Federal em São Paulo vai interrogar nesta segunda-feira mais dois acusados de participar do esquema de fraudes em empréstimos no BNDES, prostituição, tráfico internacional de mulheres e lavagem de dinheiro, investigado pela Operação Santa Tereza.

Serão interrogados pelo juiz Márcio Ferro Catapani o coronel reformado Wilson Consani Junior, que prestava serviços à casa de prostituição W.E., e o empresário Boris Timoner, ligado à rede de lojas Marisa, que recebeu financiamentos do BNDES.

Inicialmente, Consani Junior seria ouvido no dia 30 de maio, mas o depoimento foi remarcado para hoje. Mesmo sem depor, ele disse à imprensa que iria prestar esclarecimentos ao juiz e à procuradora do Ministério Público Federal Adriana Scordamaglia sobre um telefonema que fez ao deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP ), alertando-o antecipadamente sobre a Operação Santa Tereza. "Há uma explicação e um motivo documentado, inclusive", disse, na ocasião.

O Ministério Público Federal (MPF) pretende investigar o vazamento de informações da operação. Em maio, durante uma entrevista coletiva na sede do MPF em São Paulo, a procuradora Adriana Scordamaglia disse que pretende "apurar de onde saiu esse vazamento, porque as pessoas que estavam sendo monitoradas souberam dessa investigação".

Até o momento, a Justiça Federal já ouviu os depoimentos de sete das 13 pessoas indiciadas pelo Ministério Público: Ricardo Tosto, José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani, João Pedro de Moura, Celso de Jesus Murad, Washington Domingos Napolitano e Edson Luis Napolitano. A Justiça também pretendia interrogar Manuel Fernandes Bastos Filho, mas ele, que é considerado o líder da organização criminosa, continua foragido.

Já o depoimento de Jamil Issa Filho, ex-secretário de Urbanismo da prefeitura de Praia Grande, que teria sido uma das beneficiadas com as fraudes nos empréstimos do BNDES, foi agendado para o dia 2 de julho. Os depoimentos de Jack Rubinstein Leiderman e Marcelo Rocha de Miranda não foram marcados.

(com informações da Agência Estado e Agência Brasil)

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