Entre a versão de topo do BMW X5, a 4.8i V8, e esta com motor 3.

0 de seis cilindros (o mais novo da linha no País) há mais que cilindrada e potência. Estão R$ 60.300. O jipão com propulsor V8 de 355 cv parte de R$ 361.300. O menor tem tabela de R$ 301 mil.

A diferença de preço é suficiente para comprar um hatch médio como o VW Golf 2.0, por exemplo. Na prática, o X5 3.0 já é uma boa opção. Seu pacote de equipamentos traz pneus do tipo run-flat (dispensam estepe), oito air bags e faróis bixenônio, entre outros.

No acabamento, diferencia-se do V8 por detalhes como rodas, volante e revestimento dos bancos. O câmbio automático de seis marchas, que podem ser trocadas manualmente, é o mesmo.

Mesmo com menos força, o motor de seis cilindros em linha e 3 litros tem rendimento melhor que o do V8. Sua potência específica é de 92 cv/l, ante 75 cv/l do 4.8. E seus 276 cv são suficientes para os 2.050 kg do jipão. De acordo com dados da BMW, o X5 3.0 acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e atinge 210 km/h de máxima.

Além disso, segundo a fabricante o 3.0 gasta menos gasolina. Percorre 9,17 km/l na média entre cidade e estrada, ante 8 km/l do 4.8.

Os recursos eletrônicos de controle dinâmico dão muita segurança e a suspensão tem acerto firme e esportivo. Por vezes é possível esquecer que se está ao volante de um veículo que pesa mais de duas toneladas.

O lado positivo é a dirigibilidade próxima à de um carro de passeio. Por outro lado, é preciso cuidado em ondulações na pista ou nas curvas, pois por causa da altura o X5 oscila mais que um carro - e há limites para a ação dos controles de estabilidade e tração.

Embora seja equipado com recursos como o controle de descidas (HDC), o X5 é um carro para ser guiado no asfalto. Se numa hipótese remota o dono do jipão quiser levá-lo para o mato, os pneus de perfil baixo e desenho esportivo trarão dificuldades para superar obstáculos. O modelo também não tem caixa reduzida.

Embora sem relações variáveis (recurso disponível apenas para o V8) e apesar do volante de aro grande, a direção do 3.0 tem respostas perfeitas, adequadas ao tamanho do carro e que mantêm a segurança.

A tração é distribuída entre as quatro rodas, na divisão de 40% para o eixo dianteiro e 60% para o traseiro. Essa relação, no entanto, pode variar dependendo das condições do piso - nisso difere do Mercedes-Benz ML, em que a divisão é fixa em 50/50.

Caso uma das rodas perca atrito, em vez do bloqueio do diferencial o X5 utiliza os freios ABS para evitar que ela gire em falso. As informações são do Jornal da Tarde/Jornal do Carro

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