Bluetooth cai na moda e vira arma publicitária em SP

Enquanto folheia algumas páginas distraidamente na livraria, o celular toca. Trata-se de uma mensagem recebida via bluetooth - dispositivo que permite a intercomunicação de equipamentos próximos.

Agência Estado |

O cliente, se quiser, faz o download de um papel de parede ou assiste a um videoclipe de lançamento de um DVD. Esse novo tipo de publicidade móvel está se popular em São Paulo, no entanto, cliente precisam ficar atentos a mensagens ilícitas e o envio de vírus.

A tecnologia bluetooth, desenvolvida para diversos equipamentos, ganha força nos celulares - no ano passado, já estava em 56,3% dos aparelhos homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nem todos os paulistanos sabem disso e muitos preferem manter seu bluetooth desativado, para economizar bateria e evitar rastreamento por outros aparelhos. Mesmo assim, de olho nos milhares de usuários que o utilizam, cresce o número de estabelecimentos comerciais que já adotam a publicidade móvel.

Advogados consultados pela reportagem não veem grandes problemas. Até por ser uma ferramenta recente, dizem que ainda não há nenhum caso na literatura jurídica sobre o uso incorreto ou abusivo do bluetooth. Especialistas alertam, no entanto, para o risco de a ferramenta se tornar porta de entrada para envio de vírus e mensagens ilícitas. “O bluetooth ativado pode ser uma porta aberta para o recebimento de conteúdo impróprio”, adverte Rony Vainzof, sócio do escritório de advocacia Opice Blum. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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