Os 27 países do bloco europeu decidiram neste fim de semana adiar até 2015 as novas regras pró-clima voltadas a carros fabricados e vendidos na Europa. A decisão foi um reflexo da crise econômica mundial.

As montadores recentemente passaram a anunciar fechamento de fábricas no continente e somam prejuízos. A estimativa era de que os investimentos para emitir menos CO2, o principal gás-estufa, seriam equivalentes a 44 bilhões (cerca de R$ 120 bilhões) por ano.

O plano para a redução das emissões havia sido apresentado no fim de 2007. Os gases emitidos pelos carros é um dos principais pontos da meta que pretendia reduzir em 20% as emissões de CO2 na atmosfera até 2020. Também foi proposta uma utilização de 20% de energias renováveis e uma economia de 20% no uso de energia em geral.

O governo francês, que preside o bloco até o fim do ano, terá de chegar a um acordo sobre como será o pacote ambiental da Europa até a reunião da cúpula, dia 12 de dezembro. Nestas seis semanas, Paris terá de convencer indústrias e setores inteiros a aceitar a conta de uma reconversão de todo o sistema de produção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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