Cinco comissões temáticas do Congresso Nacional já aprovaram requerimentos para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, dar explicações sobre o apagão elétrico, ora para ele falar sobre o assunto ao lado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Nenhuma das audiências, no entanto está marcada ainda.

E na condição de convidados, caberá aos ministros decidirem se vão ou não às reuniões.

A oposição conseguiu manobrar, no final da tarde de hoje, e aprovou requerimento na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, para que Dilma e Lobão expliquem ao colegiado as causas do apagão que atingiu 18 estados na noite da terça-feira passada.

A manobra foi dirigida pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que esperou o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP) deixar a sala, para apresentar o documento. O presidente da comissão, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que também é da oposição, aprovou o convite em votação simbólica, na presença de apenas três senadores.

Pela manhã, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado também aprovou requerimento dos petistas Delcídio Amaral (MS) e Eduardo Suplicy (SP) para que Dilma, Lobão e outros 18 técnicos e autoridades do setor elétrico participem de audiências públicas para debater o sistema elétrico do País. Como a Comissão de Infraestrutura havia aprovado requerimento idêntico, as audiências serão conjuntas.

A primeira etapa das audiências será no dia 26, com a presença com a presença de Nelson Hubner, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Planejamento em Energia.

Na Câmara dos Deputados a base aliada não permitiu que Dilma Rousseff fosse convidada para audiências públicas sobre o apagão elétrico. Lobão, em contrapartida, foi chamado a duas: a de Fiscalização e Controle e a de Minas e Energia. A data da audiência não foi definida.

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