O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR) reúne-se amanhã (19) com lideranças do PR, do PMDB e do PT, quando deverá anunciar seu afastamento do cargo a partir de janeiro para concorrer ao Senado. Maggi ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas o presidente regional do PR, o deputado federal Wellington Fagundes, confirma a pré-candidatura do governador.

Fagundes foi lançado candidato ao Senado por Maggi no início deste ano, quando o governador disse que não iria mais se candidatar a cargos eletivos.

A confirmação da pré-candidatura do governador ao Senado irá definir o quadro da sucessão em Mato Grosso, que até agora só tem como pré-candidato assumido o vice-governador Silval Barbosa (PMDB). Segundo analistas, o que teria levado Maggi a adiar sua saída da vida pública foi a decisão do empresário Mauro Mendes de trocar o PR pelo PSB.

Afilhado político de Maggi e presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Mauro Mendes foi derrotado nas últimas eleições para a prefeitura de Cuiabá e era tido como certo para compor a chapa ao governo do Estado em 2010 como vice de Silval Barbosa. Em comunicado, Mendes justificou que fez a opção "movido pelo desafio de contribuir com o fortalecimento do partido e pela simpatia ao projeto nacional do PSB, liderado pelo deputado federal Ciro Gomes".

Além de Mendes, que não assume ser pré-candidato ao governo do Estado, outro nome de peso no processo sucessório é o do senador Jaime Campos (DEM), que se licenciou por 130 dias a partir do final de agosto para fazer tratamento dentário, conforme comunicação feita à mesa do Senado. O afastamento de Campos criou atritos com o governador Blairo Maggi, pois o primeiro suplente Luiz Antonio Pagot (PR) teve de optar entre assumir a vaga ou permanecer na presidência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Pagot é homem de confiança do governador Blairo Maggi, que o aconselhou a abrir mão do Senado e continuar à frente do Dnit, que é importante para as obras que estão sendo realizadas pelo governo federal no Estado, como o asfaltamento da BR 163.

Na vaga de Jaime Campos no Senado assumiu o segundo suplente Osvaldo Sobrinho (PTB), que era secretário de governo da prefeitura de Cuiabá, comandada por Wilson Santos (PSDB). Santos, que está em seu segundo mandato na prefeitura, é o quarto possível pré-candidato ao governo do Estado, mas tem que superar vários obstáculos, como a longa greve dos médicos da rede municipal, que começou em 1º de setembro, e a paralisação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por causa da suspeita de fraudes nas licitações.

O procurador geral de Cuiabá, José Antônio Rosa, e outras dez pessoas suspeitas foram presos, em agosto, durante a Operação Pacenas, da Polícia Federal (PF). Se a candidatura de Wilson Santos não se viabilizar, Jaime Campos conta com o PSDB como aliado nas eleições de 2010.

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