Os líderes da Igreja Renascer em Cristo, Sônia e Estevam Hernandes, estão a um voto de se livrar da acusação de lavagem de dinheiro que lhe é imputada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello e José Antonio Dias Toffoli, da 1ª Turma, já acolheram habeas-corpus impetrado pela defesa do casal e ordenaram o trancamento da ação penal aberta em 2006.

A turma é composta por cinco ministros. Se o habeas-corpus em favor deles receber mais um voto favorável, o processo será arquivado.

Segundo a denúncia do MPE, os bispos teriam ocultado bens de origem ilícita. A Promotoria de Justiça sustenta que o crime foi praticado por meio de organização criminosa. É o ponto crucial do julgamento no STF, interrompido pela ministra Cármen Lúcia, que pediu vista dos autos. O Código Penal brasileiro não abriga definição legal para organização criminosa.

Ontem, o casal participou de audiência em outro processo, em tramitação na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, em que é acusado de evasão de divisas e falsidade ideológica. O caso se refere ao flagrante da polícia americana, que pegou, em 7 de janeiro de 2007, os dirigentes da Renascer com US$ 56,4 mil escondidos em uma bíblia. Eles cumpriram pena na Flórida (EUA) até conseguirem autorização para retornar ao Brasil.

Na audiência de ontem, foram ouvidas duas testemunhas de defesa - dois bispos da Renascer que atestaram os "bons antecedentes" dos réus. Para hoje estão previstas os depoimentos de mais seis testemunhas de defesa, além do interrogatório do casal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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