Bispo diz que há 300 ameaçados de morte no PA

Trezentas pessoas que vivem no interior do Estado do Pará estão ameaçadas de morte por terem denunciado casos de tráfico de seres humanos, exploração sexual de crianças e adolescentes e pedofilia. O número foi apresentado hoje na reunião extraordinária do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), pelo bispo da Diocese da Ilha de Marajó (PA), dom José Luiz Azcona.

Agência Estado |

Segundo o bispo, dos 300 ameaçados de morte, apenas 100 estão sob proteção do governo federal.

Azcona é um dos quatro religiosos ameaçados de morte no Estado, segundo informações da Agência Brasil. Ele disse que o governo do Pará, apesar de ter conhecimento do número, ainda não tomou providências para reduzir os casos. "Não me preocupa tanto a minha segurança pessoal. Se existem 300 homens e mulheres marcados para morrer, isso indica uma sociedade doente, pobre e moribunda", criticou. "Tem que ter uma mudança de mentalidade, uma conversão. Se deve olhar para a Amazônia como a Amazônia é, não com os olhos de Brasília." O bispo disse ainda que há conivência de autoridades em casos de "prostituição, tráfico e consumo de drogas e uso de bebidas alcoólicas entre os jovens".

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