Bispo defende escolas do MST na Romaria da Terra

O bispo de Rio Grande, Dom José Mário Stroeher, criticou hoje o governo do Rio Grande do Sul pelo fechamento das escolas itinerantes que acompanhavam os acampamentos dos sem-terra, durante a 32ª Romaria da Terra, em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. O religioso sugeriu que o governo reveja sua decisão e opte pela correção de eventuais problemas do ensino aos filhos dos sem-terra em vez de manter decisão tão radical.

Agência Estado |

Também pediu diálogo das autoridades com os movimentos sociais, que se dizem vítimas de perseguições do Ministério Público Estadual e do governo do Estado.

Já o arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, mostrou-se favorável à extinção das escolas itinerantes e à integração dos filhos dos sem-terra às escolas fixas. Em conversa com repórteres, sustentou que sem separações a sociedade conseguirá ter mais paz e fraternidade.

A Romaria da Terra deste ano escolheu o tema "Água: Sangue da Terra" para denunciar o descaso das autoridades com a poluição das águas e pedir punição aos responsáveis por desastres ambientais como o que matou cem toneladas de peixes no Rio dos Sinos em 2007 e fiscalização para evitar novas ocorrências semelhantes no futuro.

A celebração é promovida anualmente na terça-feira de carnaval pela Comissão Pastoral da Terra e costuma reunir milhares de pessoas ligadas às pastorais e organizações semelhantes de diversas igrejas cristãs, pequenos agricultores, sem-terra, atingidos por barragens e sindicalistas. Desta vez os participantes reuniram-se na Igreja Sagrada Família, em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, e seguiram em caminhada de quatro quilômetros até o Parque do Pesqueiro, à margem do Rio dos Sinos.

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