Bienal-SP e MP fecham acordo para posse de presidente

A Fundação Bienal de São Paulo finalizou acordo com o Ministério Público (MP), que permitirá legitimar a nova gestão, eleita em maio, e prosseguir com os preparativos para a 29ª mostra de arte. Integrantes do conselho assinaram ontem o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que o Ministério Público do Estado (MPE) propôs - por meio do curador de Fundações, Airton Grazzioli - para resolver o impasse envolvendo a posse do presidente executivo da instituição, Heitor Martins.

Agência Estado |

Acredito que os impedimentos estão resolvidos, diz Julio Landmann, conselheiro da Bienal. A 29ª mostra pode ser deslanchada. Essa assinatura ainda dará aval aos sete novos membros do conselho, também eleitos havia quatro meses. Mas o processo de criação do TAC, que demandou uma semana inteira de reuniões, levou à renúncia do presidente administrativo da Bienal, o arquiteto Miguel Alves Pereira. Ele considerou uma devastação a maioria das proposições do MP. Eu me neguei a assinar o termo porque achei pouco cortês com a Bienal.

Até a eleição de um novo presidente do conselho administrativo, responderá pelo cargo a atual vice-presidente, Elizabeth Machado. Hoje, ela deverá marcar uma reunião extraordinária para a primeira semana de setembro, segundo Landmann, quando um novo nome será apresentado - a gestão de Pereira vai até junho de 2010. Elizabeth assinou ontem o TAC do MPE. Martins, que estava no Chile e retorna hoje a São Paulo, também deverá assiná-lo. Finalizamos um texto e começamos a recolher ontem as assinaturas dos conselheiros da Bienal - teriam de ser cerca de oito pessoas. Fiz poucas alterações, ainda não vistas por Martins, o maior interessado, afirma Grazzioli. Formalizado o TAC e cumpridas as condições, a ata de posse de Heitor Martins será validada pelo MPE, segundo o promotor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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