Bienal tem debate sobre Brasil e EUA sob a visão estrangeira

RIO DE JANEIRO - Escrever sobre um país do qual você não pertence foi tema de uma sessão no Café Literário, no fim da tarde deste sábado, na XIV edição da Bienal do Livro, no Rio Centro, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Participaram do debate ¿Ficções e realidades nas visões de Brasil e EUA¿, o jornalista americano Larry Rother e o antropólogo brasileiro Roberto DaMatta. Ambos já escreveram obras sobre Brasil e EUA, respectivamente, e falaram sobre a experiência.

Daniel Gonçalves, especial para o Último Segundo |

Rother, que em 2004 quase foi expulso do Brasil por falar do gosto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por bebidas alcoólicas, falou sobre seu livro Deu no New York Times ¿ que fala sobre política, sociedade e cultura brasileira. Para ele, é impossível falar sobre o Brasil profundamente, já que o País é imennso do ponto de vista territorial e cultural.

AE
Movimentação na Bienal do Livro 2009, no Riocentro, em Jacarepaguá

Tem que se preparar de várias formas, com leituras, vivência e memória. Por exemplo, li muitas obras do Roberto DaMatta, que é uma referência para qualquer estudioso que queira falar sobre o Brasil. É preciso entrar no País, estudar a variedade cultural e geográfica desse grande País e conhecer os brasileiros, afirmou Larry, que tem o Rio de Janeiro como seu segundo lar.

Já Roberto DaMatta acredita que tem que ser um bom observador. Eu tinha aquele olhar de farol, sempre aceso, atento, afirmou. DaMatta disse que chegou aos EUA em agosto de 1963 para estudar em Havard, e que a experiência mais chocante de sua vida foi a morte de J. F. Kennedy em novembro do mesmo ano. Ele escreveu Tocquevilleanas, notícias da América, em 2005.

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