Rio de Janeiro, 10 set (EFE).- A Bienal do Livro do Rio de Janeiro abriu suas portas ao público nesta quinta-feira e, até o próximo dia 20, contará com a participação de mais de 100 escritores brasileiros e estrangeiros em sessões, debates e encontros da 14ª edição do evento.

A Bienal foi aberta hoje oficialmente pelo governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Neste ano, os Estados Unidos são o país convidado. A delegação americana tem 12 escritores, entre os quais se destacam David Wroblewski, o casal Robert e Kim Kiyosaki, Steven Jay Schneider, Meg Cabot, Arthur Phillips e o ex-correspondente do jornal "New York Times" no Brasil, Larry Rohter.

Rohter será o protagonista de uma das sessões do Café Literário, na qual discutirá no dia 19 sobre "Ficções e realidades nas visões do Brasil e dos Estados Unidos" com o sociólogo Roberto da Matta.

Apesar da crise econômica mundial, a Bienal apostou em um aumento de 30% no investimento para a programação cultural e espera receber até 600 mil pessoas nos 11 dias de evento.

Cerca de mil títulos literários devem ser lançados pelos 950 expositores reunidos. A expectativa é de que as vendas de exemplares durante a feira movimentem R$ 44 milhões.

Um dos destaques desta edição da Bienal é a Floresta de Livros, um espaço interativo de 800 metros quadrados que espera atrair o público infantil com árvores que falam e narram trechos de livros.

Entre os escritores brasileiros presentes, nomes consagrados como Carlos Heitor Cony e Moacyr Scliar se misturam a representantes das gerações mais recentes da literatura nacional como Tatiana Salem Levy e Lourenço Mutarelli.

Além deles, atores como Marília Pêra, Tony Ramos, Mariana Ximenes e Paulo Betti, entre outros, lerão para o público obras de autores como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector e Lima Barreto. EFE edv/bba

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