Bienal de SP anuncia cinco curadores estrangeiros

Para driblar o curto prazo para a realização da 29ª Bienal de São Paulo - menos de um ano, já que está marcada para ocorrer entre 21 de setembro e 12 de dezembro de 2010 -, a diretoria da instituição anunciou ontem a equipe de cinco curadores estrangeiros que ajudarão no processo de concepção da mostra e na escolha de artistas participantes. Além de Moacir dos Anjos e de Agnaldo Farias, curadores-chefes da exposição, anunciados anteriormente, ainda vão compor o time, como convidados, a espanhola Rina Carvajal, do Miami Art Museum, e o sul-africano Sarat Maharaj; como assistentes, o angolano Fernando Alvim, que dirige a Trienal de Arte de Luanda; a japonesa Yuko Hasegawa, do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; e a espanhola Chus Martinez, curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona.

Agência Estado |

O presidente da Fundação Bienal, Heitor Martins, afirmou que, na semana passada, o Ministério da Cultura aprovou o orçamento de R$ 30,9 milhões para captação de recursos por meio da Lei Rouanet. Martins ainda disse que a instituição já tem R$ 13,25 milhões. "Fechamos um ciclo que iniciamos em abril (quando ele foi convidado a se candidatar a presidente da entidade), em que afirmamos que tentaríamos fazer a Bienal em 2010", disse Martins, que também é sócio-diretor da empresa internacional de consultoria McKinsey.

A mostra terá como tema principal a relação entre arte e política - 26 artistas já estão confirmados, mas os nomes de apenas dois, Cildo Meireles e Arthur Barrio, foram divulgados. Ambos começaram nos anos 1960. "Eles vão apresentar obras inéditas na exposição", afirmou Moacir dos Anjos. "Convidamos os curadores como interlocutores que nos ajudassem na realização de uma Bienal internacional. Eles são outras vozes em lugares distintos", afirmou Moacir.

Também fazem parte da equipe da 29ª Bienal a artista Stella Barbieri (responsável pelo projeto educativo); a arquiteta Marta Bogéa, (expografia); André Stolarski (design e produção gráfica); Jacopo Crivelli Visconti (responsável pela relação da Bienal com instituições estrangeiras) e Helmut Batista (programa de residências da exposição). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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