Bienal chega ao fim neste sábado marcada por pixações e andar vazio

SÃO PAULO - A Bienal de São Paulo chega ao fim neste sábado. A 28ª edição do evento provavelmente entrará para a história por duas razões pouco felizes: um andar completamente vazio e o ataque de um grupo de pixadores, logo na abertura da exposição.

Redação com agências |


O andar vazio, é bom que se diga, foi proposital. Segundo os curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen, o vácuo foi uma forma de discutir "a crise da própria arte". Críticos, no entanto, viram no vazio um reflexo da crise financeira da Bienal, e também da diminuição de sua importância no cenário artístico brasileiro e mundial.

O total de recursos captados para a exposição foi de apenas R$ 8,5 milhões, insuficiente para uma Bienal no porte das anteriores. Na 27ª edição, havia 117 artistas convidados. Nesta, foram apenas 42.

Você não precisa de 150 artistas para fazer uma Bienal. Você pode fazer com dois, com dez... Com poucos artistas o seu argumento conceitual fica mais forte, justificou Ivo Mesquita.

Grupo escreveu palavras de ordem e provocou tumulto no dia de abertura do evento / AE

Essa discussão, porém, não foi nada se comparada ao ataque de pixadores ocorrido na abertura do evento. Um grupo de aproximadamente 40 pessoas invadiu o pavilhão e escreveu nas paredes frases como "isso que é arte" e "abaixo a ditadura". A ação foi repudiada pela organização da Bienal, mas aplaudida por parte do público presente.

A invasão foi uma continuidade das ações de protestos que ocorreram neste ano na Faculdade de Belas Artes e na Galeria Choque Cultural, lideradas por Rafael Guedes Augustaitiz, o PixoBomb.

Das cerca de 40 pessoas envolvidas na ação, duas foram presas. Uma delas, a estudante e artesã Caroline Pivetta da Mota, de 23 anos, continua detida até hoje. Ela pode responder processo por destruição de prédio público (com o agravante de ser um edifício tombado), com pena de um mês a dois anos de prisão.

Serviço - 28ª Bienal de São Paulo

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera
Até 6 de dezembro
Das 10h às 22h
Entrada gratuita

* Com informações da Agência Estado

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