A moral das histórias de A TV Que Seu Filho Vê - Como Usar a Televisão no Desenvolvimento da Criança (Panda Books, R$ 29,90), de Bia Rosenberg, pode ser resumida numa expressão popular: filho de peixe, peixinho é. Ou seja: se um pai não deseja que o filho fique mais de 4 horas por dia diante da televisão, ele precisa dar o exemplo.

O livro reúne série de pesquisas nacionais e internacionais sobre os hábitos dos telespectadores, sobretudo os infantis, além da experiência da autora de mais de 20 anos como criadora de programas infantis para a TV Cultura. Bia Rosenberg é a criadora dos programas Castelo Rá-Tim-Bum , Cocoricó , X-Tudo e Glub-Glub .

“Quando o assunto é televisão, os pais se dividem entre desligados e estressados”, diz Bia. Ela explica que é comum encontrar ou adultos muito preocupados com a relação dos filhos com a TV, mas totalmente desorientados, ou adultos indiferentes a essa relação. Para a autora, há pouca reflexão sobre o assunto. “A tevê não é boa nem ruim, o desafio é usá-la a nosso favor e em benefício de nossos filhos”, diz. Não é possível, lembra Bia, ignorar o avanço dos meios de comunicação de massa e sua influência no âmbito familiar. Essa inevitável presença, em vez de substituir, deve estimular as conversas entre os familiares.

O pais não precisam se render à programação nem censurar tudo o que se passa na telinha. “Proibição é uma contradição, ela só vai aguçar a curiosidade”, afirma Bia. “Por isso, os pais têm de selecionar a programação e, ao mesmo tempo, orientar a criança. Com o tempo, ela tem de conquistar e exercer autonomia em relação ao uso da TV, que não pode ser mais considerada mera babá eletrônica.” As informações são do Jornal da Tarde.

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