Beth Carvalho faz grande show no palco principal do Viradão Carioca

RIO DE JANEIRO - Beth Carvalho é a verdadeira Rainha do Samba em exercício. E foi com plena consciência disso que subiu ao palco principal do primeiro Viradão Carioca, logo após Dudu Nobre esquentar a galera que aguardava na Praça XV. Íntima do público e dos músicos, Beth contava as histórias por trás das canções, ao mesmo tempo em que trocava do violão para o cavaquinho e pedia esse é em Si Bemol. E lá iam todos atrás do vozeirão infalível da sambista, e sua habilidade impecável de transformar o show em uma grande festa.

Fred Leal, especial para o Último Segundo |

O público parecia abençoado por Beth Carvalho, e por todos os lados se viam sorrisos: nos casais de namorados de 20 e poucos anos, dançando juntos e desengonçados; nos vovôs e vovós, crianças e ambulantes que paravam tudo que estavam fazendo para sambar e cantar junto a plenos pulmões. Com um timing infalível, Beth atravessou a história do samba, passando por uma emocionante interpretação de "As Rosas Não Falam" (de Cartola), um breve interlúdio instrumental com "Conversa de Botequim" (de Noel Rosa), e chegando em "Deixa a Vida Me Levar", novo clássico de Zeca Pagodinho.

Beth aproveitou ainda para homenagear Carmem Miranda, numa bonita versão de "Taí", e Dorival Caymmi, cantando "Samba da Minha Terra". Até roda de samba foi formada no palco, com direito a mesinha de boteco e copo de cerveja. Por todo o show, a plateia cantava junto, satisfeita e realizada. Mesmo quando a chuva ameaçou seus primeiros pingos, o público não se deixou intimidar e praticamente parou a chuva no gogó. A festa continuou com sucessos do porte de "Maracangalha", "Coisinha do Pai", "Vou Festejar" e "O Show Tem Que Continuar".

Passava de uma hora da madrugada e nem parecia que era sexta-feira na Praça XV, atipicamente cheia. O carioca ainda está descobrindo seu Viradão, que por enquanto nem chega perto das proporções momescas dos grandes eventos na Praia de Copacabana e Aterro do Flamengo. Mas, com certeza, nada tem a reclamar de esticar um pouco mais sua happy-hour de sexta-feira em troca de shows inesquecíveis como o que Beth Carvalho fez essa madrugada no Centro da cidade.

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