BRASÍLIA - Em nota divulgada nesta quarta-feira, o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), afirmou que a eleição do senador Tião Viana (PT-AC) à presidência do Senado ¿é importante para garantir o equilíbrio de forças da base governista no Congresso¿.

No texto, Berzoini destaca a capacidade de Tião Viana para ocupar o posto, "já demonstrada quando exerceu o cargo interinamente em 2007", quando o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-RN) pediu licença do cargo para se defender das denúncias de quebra de decoro parlamentar. Já naquela ocasião ficou claro que ele tem todas as condições de tratar a Presidência do Senado como uma questão institucional e não partidária. Por isso, agora, tem o apoio de vários senadores da base e até da oposição, diz a nota.

Tião concorre à vaga de presidente do Senado Federal com o atual chefe da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Há expectativa, porém, de que o ex-presidente José Sarney, senador pelo PMDB do Amapá, entre na corrida até o dia 2 de fevereiro, quando ocorrerá eleição da Mesa Diretora da Câmara e do Senado.

Nos próximos dias, o presidente Lula deve se encontrar com Sarney para saber da sua disponibilidade de concorrer ao cargo, uma vez que interlocutores do senador anunciaram à imprensa que essa negociação está em andamento. Sarney, entretanto, já negou ao presidente por duas ocasiões que não seria candidato.

Ontem, Tião Viana e Garibaldi Alves convocaram os jornalistas para reiterar suas candidaturas. Viana, candidato do PT, afirmou que não abandonará a disputa mesmo que Sarney decida concorrer. Garibaldi, em contrapartida, disse que se o PMDB deixar de apoiá-lo como candidato oficial do partido, poderá repensar a intenção de se reeleger.

Berzoini também observa na nota que, em 2007, o PT fechou questão em torno da candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara e que esse acordo será mantido. Apesar do acordo não ser estendido ao Senado, o deputado alega que o apoio do PMDB à candidatura de Viana seria bom-senso.

É mais do que razoável, portanto, que haja a contrapartida do apoio peemedebista a Tião Viana no Senado. Não se trata de pré-condição, mas de uma questão de bom senso, afirmou.

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