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Berzoini critica posição dúbia de bancada do PT sobre Sarney

BRASÍLIA - O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), criticou a atuação da bancada do partido no Senado e chamou de arqueológica a http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/07/08/pt+mantem+decisao+e+sugere+afastamento+temporario+de+jose+sarney+7193908.html target=_topnota divulgada nesta quarta-feira sobre o presidente da Casa.

Reuters |


"É uma nota com vocação arqueológica e não política. A posição da direção do PT é pela manutenção do senador José Sarney (na presidência da instituição) e por reformas na gestão do Senado", disse Berzoini à Reuters.

Senhor do futuro de José Sarney (PMDB-AP) à frente da presidência do Senado, a bancada do PT no Senado manteve a posição dúbia da semana passada: nem declarou apoio ao peemedebista, mas também não o abandonou.

Ao governo não interessava uma nova reunião dos petistas para discutir a situação de Sarney num momento em que a crise no Senado começa a se diluir.

"A bancada dos senadores (do PT), ao longo de toda a discussão sobre a crise do Senado, manteve sua posição: a de sugerir que, num gesto de grandeza e de garantia à credibilidade das investigações, o senador José Sarney se licenciasse temporariamente", disse a bancada em nota oficial.

"Admite, no entanto, como o fez a maioria dos partidos da casa, que a licença é uma decisão a ser tomada pelo senador."

PSDB e DEM pediram a licença de Sarney por conta da crise. O fato de o PT não se somar à oposição já dá sustentação política a Sarney, mas não da forma como o governo queria.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve de atuar para evitar que o PT pedisse formalmente o afastamento do aliado do cargo.

Desde então, petistas ligados ao Planalto ainda tentaram convencer a bancada a declarar apoio formal a Sarney. Por outro lado, alguns de seus expoentes, como Marina Silva e Tião Viana, ambos do Acre, abriram fogo contra o peemedebista por meio da mídia, o que evidencia a divisão da bancada sobre o tema.

A oposição não tem maioria para pressionar pela saída de Sarney e só conseguiria esse fim com o apoio oficial dos petistas. Ao contrário da semana passada, é cada vez mais fraca a hipótese de Sarney deixar o comando da Casa.

No comunicado do partido, o PT sugeriu uma comissão suprapartidária para tratar de uma reforma administrativa no Senado e sugeriu uma projeto de lei de responsabilidade administrativa e financeira do Parlamento.

"A comissão não tem competência concorrente à Mesa Diretora do Senado", disse o líder do PT, senador Aloízio Mercadante (SP).

A bancada propôs ainda a redução progressiva de até 60 por cento do teto com despesas de pessoal e a extinção de algumas estruturas do Legislativo. Propôs ainda a diminuição do poder da primeira secretaria, espécie de prefeitura do Senado, responsável por todos os contratos e ações administrativas do Senado.

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