BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu nesta terça-feira que o Orçamento de 2008 deve estourar após a concessão de reajuste para os servidores do Executivo. Ao todo, o governo reservou R$ 3,4 bilhões para o aumento salarial dos funcionários. Somente o incremento para os militares alcança a casa dos R$ 4,2 bilhões, e um projeto que está sendo finalizado na Casa Civil vai ampliar o rendimento de outras 17 categorias, com um custo estimado em R$ 2,1 bilhões.

"É provável que precise de suplementação orçamentária depois de todos os acordos", disse.

Bernardo, porém, amenizou o problema alegando que mesmo a suplementação será feita "dentro dos parâmetros do Orçamento". Neste caso, o governo terá que enviar uma medida provisória ou um projeto para o Congresso prevendo a liberação de recursos para o pagamento do novo salário dos servidores.

Apesar de frisar que o projeto de aumento salarial está em fase final de elaboração na Casa Civil, Bernardo não comentou quando o mesmo deve ser enviado para o Congresso. Ele ainda citou que alguns parlamentares, entre eles o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defende que uma medida provisória seja editada, garantindo celeridade na concessão do reajuste.

Auditores fiscais

Em relação à greve dos auditores fiscais da Receita Federal, responsáveis pela liberação de mercadorias importadas ou exportadas, o ministro afirmou que todos os faltosos terão seus pontos cortados.

Bernardo comentou que o corte será feito em parcelas para que os servidores não fiquem com salário negativo no próximo mês. De acordo com ele, já são 3,8 mil funcionários da receita que terão corte no ponto.

"O Supremo nos deu aval para cortar", disse. "Seria um absurdo a gente não cortar agora", completou.

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